O Futuro do Turismo no Pós-Pandemia
O Turismo foi um dos setores que mais sofreram e continua sofrendo perdas e retrocessos significativos com a pandemia de covid-19. De acordo com os dados recentes do Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC), a indústria pode perder cerca de US$ 3,4 trilhões e mais de 121 milhões de empregos em todo o mundo.
Desde que a covid-19 foi declarada como uma pandemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS), países em todo o mundo implementaram medidas de isolamento e fechamento de fronteiras, afetando aproximadamente 3,9 bilhões de pessoas. Entretanto, apesar da eficácia para desacelerar a contaminação, essas medidas abalaram profundamente o setor de Turismo. Desde maio, três em cada quatro países suspenderam globalmente as viagens. As previsões atuais estimam que o número de visitantes cairá 53% para chegadas internacionais e 34% para chegadas domésticas em 2020.
Com reduções nas receitas, pequenas e grandes empresas foram forçadas a demitir uma parte significativa de seus colaboradores. As pesquisas revelam um prejuízo líquido de US$ 84,3 bilhões na indústria da aviação em 2020, enquanto mais de 50% das operadoras de Turismo preveem, no mínimo, uma queda de 50% na receita em relação a 2019.
De acordo com os dados de 2019 do WTTC, o setor foi responsável por 10,3% do PIB global e sustentou mais de 330 milhões de pessoas, ultrapassando o crescimento da economia global pelo nono ano consecutivo. Além de contribuir para o empreendedorismo, o Turismo é uma das indústrias com mais oportunidades para mulheres, jovens e minorias. A contribuição para as comunidades locais também é significativa, já que colabora com a geração de emprego e renda e preserva o patrimônio cultural.
CAMINHO A SEGUIR
Em meio ao contexto socioeconômico atual e ao cenário de demanda em constante evolução, o apoio dos governos é fundamental para transformar os obstáculos em oportunidades de recuperação. Durante a pandemia, os governos já tomaram algumas ações para mitigar o impacto da covid-19 no setor de Turismo, incluindo flexibilização das restrições de viagens, proteção aos trabalhadores e introdução de protocolos de saúde. Para o WTTC, no entanto, o poder público tem a oportunidade de reconhecer a importância do setor como um motor de criação e crescimento de empregos e um mecanismo para promover a igualdade, reduzir a pobreza e aumentar a inclusão na sociedade.
Enquanto não houver vacina, são essenciais soluções provisórias que permitam às pessoas viajar de forma segura. Por enquanto, apenas 17% dos viajantes dizem que adiarão a viagem até receberem uma vacina, o que reforça o desejo de viajar apesar da pandemia. Desse modo, as empresas e os destinos devem se adaptar e se reinventar para o “novo normal”. Para isso, é necessário que o setor trabalhe em conjunto, aprimore a experiência de viagem, invista em novas tecnologias, adote os protocolos globais de saúde e higiene e reconstrua a confiança dos viajantes.
TENDÊNCIAS E PERSPECTIVAS PARA O TURISMO
Visando contribuir para uma recuperação mais rápida, o WTTC desenvolveu um estudo, em parceria com a Oliver Wyman, com as principais perspectivas do setor de Viagens e Turismo pós-pandemia. Entre as principais tendências detectadas estão:
- a evolução da demanda, com predominância dos destinos nacionais e de natureza;
- a saúde e higiene, fatores fundamentais para recuperar a confiança dos viajantes;
- a inovação e digitalização, incluindo a adoção de tecnologias sem contato para viagens seguras;
- e sustentabilidade nos âmbitos social, ambiental e institucional.
Fonte: panrotas.com.br

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